Hospital falhou na comunicação

Um simulacro de incêndio no bloco operatório central do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, revelou que a comunicação com os bombeiros tem de ser melhorada. O exercício realizou-se ontem à tarde, quarta-feira. A evacuação dos “doentes” fez-se em segurança.

A comunicação com os bombeiros foi a primeira falha apontada pela equipa de Gestão de Risco da Unidade Local de Matosinhos, que ontem avaliou o exercício. O tempo de intervenção dos Bombeiros Voluntários de Leixões, tendo em conta o momento em que soou o alarme (15.10 horas) e a hora de chegada (15.25 horas) foi registado como um aspecto a corrigir e dos poucos erros encontrados. “Há arestas que têm de ser limadas e a comunicação com os agentes externos é uma delas”, observou Serafim Carvalho, gestor de risco da Unidade Local de Matosinhos.

Com as portas, saídas de emergência e detectores de fumo não houve problemas. E a rápida evacuação dos “doentes” do bloco operatório “correu como previsto”. Porém, a comissão de Gestão de Risco adiantou que a questão dos alarmes tem de ser revista. “Vamos ter de reforçar o número de sirenes para que possam tornar-se mais audíveis”, disse Serafim Carvalho.

Manequins em exercício “real”

O cenário foi preparado com o maior rigor possível. No momento do alarme, decorriam oito cirurgias no bloco operatório. Os manequins, fazendo de doentes a “sério”, foram retirados do local e transferidos para duas salas, previamente preparadas para situações de emergência. Segundo Pedro Branco, director do bloco operatório, foram tomadas todas as medidas de segurança e os doentes evacuados. Se este cenário fosse real, o médico garantiu que a unidade hospitalar estava “preparada para lidar” com este tipo de situações.

Fuente de origem : http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Matosinhos&Option=Interior&content_id=1474787

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