Objetivo: as joalherias
As joalherias se converteram no objetivo das bandas de ladrões da Região de Murcia. A primeira hora da manhã de ontem, quando Ángel López Pastor acabava de abrir a joalheria que regenta na rua Ramón e Cajal de Archena, uma das centrais da localidade, encontrou-se com duas pessoas que lhe puseram uma pistola na cabeça, anunciaram-lhe sua intenção de assaltar-lhe e lhe exigiram que abrisse a caixa forte para levar-se as jóias e o dinheiro que tivesse nela. Num princípio Ángel, que estava acompanhado nesse momento por seu assessora trabalhista -quem resultou ilesa- ia aceder às petições dos dois ladrões, que levavam peruca, com o fim de evitar males maiores. Disse-lhes do que a caixa forte levava um sistema de retardo pelo qual é impossível abrí-las no mesmo momento do que os assaltantes desejam, senão que há que ativar um código e esperar uns minutos. Nesse momento, um dos ladrões golpeou ao dono da joalheria com a pistola que portava -que ao que parece era de afogueio- no rosto, produzindo-lhe uma forte ferida na cara que
| de sangue o estabelecimento.Depois da agressão, os dois ladrões roubaram algumas jóias de prata que tinha na loja nesse momento e empreenderam a fugida num veículo Seat de cor vermelha que estava estacionado junto à joalheria López-Ortiz. Durante a fugida, a um dos ‘cacos’ se lhe caíram algumas das alhajas roubadas que foram recuperadas por um vizinho que transitava pelos arredores no momento do assalto. Por agora, não se pôde localizar aos ladrões, ainda que a Polícia Judicial se encarregou do caso e está trabalhando para localizá-los e pô-los a disposição da Justiça. Ángel López Pastor foi atendido de suas feridas faciais no serviço de Urgências no centro de saúde de Archena, desde onde foi transladado numa ambulância de Cruz Vermelha ao hospital Morales Meseguer de Murcia, onde se lhe fez um exame mais profundo. A meio dia foi cadastrado e se encontra em sua moradia de Archena, já que seu estado não reveste gravidade. | O acontecimento causou uma grande consternação na localidade do Vale de Ricote e, nada mais cometer-se o roubo, os arredores da rua Ramón e Cajal -que foi isolada durante toda a manhã pela Policia civil- se encheram de vizinhos que queriam conhecer dados sobre o assalto. O irmão da vítima, Antonio López Pastor, assinalou a esta redação que, ao que parece, os dois ladrões tinham estado o dia anterior na joalheria, provavelmente com o objetivo de preparar o terreno para o roubo do dia seguinte. “Quando meu irmão estava com a assessora trabalhista abrindo a joalheria, se os voltou a encontrar e estes lhe apontaram com o arma na cara, anunciando-lhe que se tratava de um assalto e exigindo-lhe que abrisse a caixa forte. Ao dizer-lhes que a caixa forte tinha um sistema de retardo foi quando lhe agrediram e se foram levando-se algumas jóias de prata que estavam pelo balcão da loja”.Segundo a descrição de testemunhas presenciais, os ladrões levavam perucas -uma loira e outra morena- e, por suas características físicas, poderiam ser de procedência sulamericana. |